domingo, 16 de março de 2014

Inocência ganhada!

 (Para Paola Vitali)


Onde está a lua Maria?

Ela olhou até achar a lua
Que já cheia
Não aceitaria o pedaço de carne
Já oferecida para o papai
para a mamãe
e para as irmanzinhas

Mas a lua estava cheia
e não aceitou o pedaço
ficou só com o carinho

Daqui uns dias a lua
vai te sorrir, Maria
Um sorriso crescente
Dizendo obrigado!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Em PAR não SERIA. É!

Essa semana descobri que uma querida colega tem o dom de transformar traços em poesia. Ou seja, sabe desenhar muito bem! Então, me veio a ideia, que na verdade nem é tão original assim, de propor que ela ilustrasse alguns de meus poemas. Eis então o primeiro resultado dessa nova experiência. Com vocês a versão de Platônico do lápis e borracha de Julia Ferraz!


PS. Esse poema também foi musicado a algum tempo pelo meu grande amigo Marcos Regis. Ele ficou de procurar a gravaçãozinha tosca que fizemos. Caso seja encontrada posto por aqui pra que todas as formas essa poesia seja desvelada!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

poeminha bobo, de rima pobre, feito sem querer

Esse pedaço de mim que é você
Eu espero não perder
E sei que pode demorar um pouco ainda
pra podermos voltar a ter um contato maior
mas nunca vou esquecer
o que aprendi com você

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Assaltos

Você roubou meu poema
Mas ainda tenho a poesia
de minha imagem em teus olhos

"me ver em teus olhos
te ver aos meus olhos é como abraçar o instante que passa correndo por nós"

Estrofe roubada de um poema
Que deveria ser meu
mas você roubou.
Deixou o momento (ao menos)

Esse mesmo que passou correndo
Momento roubado de nós.
Roubado por nós,
e vistos nos olhos,

nos nossos olhos,

a poesia ainda é minha.
É nossa poesia no teu poema
que agora é meu.
Você me deu:

O poema, o sorriso, e o espelho
dos olhos.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

(Postagem sem título)

No vazio do branco
Se abre toda possibilidade
de preenchimento
ou do nada

Nada é tão cheio
de possibilidades
que o branco vazio

Nado no branco
E rabisco de preto
a folha, o nada
a vida, o tudo.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Coisa de passarinho

minhas asas batem
pro sul meu bico aponta
e  meu voo alço

Coisa de passarinho
Voar, cantar, talvez voltar
No próximo verão, voltar


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"cem" sentido

Nessa de fazer o impossível
Eu cavei buraco no sonho
coloquei um elefante rosa,
um disco voador,
e uma piada sem graça

Ai ficou engraçado
E eu ri.