e tudo que sei repito
ito
apito
dito
sem pensar
acredito
ito
imito
emito
minhas opiniões
alheias
que penso
que penso
enso
dispenso
dados e fatos
atos concretos
etos
ecos
ecos ecoam
no vazio da caverna
que é minha cabeça
terça-feira, 28 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Eu teu
(Para Isa Lopes)
Mesmo que fosse só saudades
Mesmo que fosse só saudades
Ainda queria ser.
Sentir cada lágrima escorrer
E secar sorrindo ao te ver
Mesmo que fosse só vontade
Ainda queria ser
Cada beijo te dar eterno
Ser teu de corpo inteiro
Mesmo que fosse só cuidado
Ainda queria ser
Saber do teu dia e do teu medo
Te dar o braço e abraço inteiro
Mesmo se fosse só um bom papo
Ainda queria ser
A palavra da bobagem
Ou do assunto sério e verdadeiro
Mas sendo tudo isso
eu quero ser
A chegada da saudade
a saciação do desejo
o cuidador de tua necessidade
e o papo pro teu tédio
Quero ser tudo isso
quero ser muito mais
ou menos se preferir
quero ser, só ser
ser eu, ser teu
domingo, 14 de setembro de 2014
Terceiro dia
Minha loucura eu prefiro,
sentir-te a tua
loucura de sentir
de me sem ti
até aqui parece nem existir
parece nem existir
o insistir que é loucura
que é loucura
que cura
minha doença de ser são
minha mania de dizer não.
sentir-te a tua
loucura de sentir
de me sem ti
até aqui parece nem existir
parece nem existir
o insistir que é loucura
que é loucura
que cura
minha doença de ser são
minha mania de dizer não.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Em PAR não SERIA. É! 2
Há, as coincidências da vida! Já postei aqui a ilustração que minha amiga Julia Ferraz fez do poema "Platônico". Agora tenho o prazer de mostrar mais um trabalho lindo de ilustração de uma outra Júlia. A uns dias essa ilustração estava prometida e hoje ela me enviou o desenho e eu fiquei muito feliz com o resultado, e por ela ter escolhido esse poema pra ilustrar. Obrigado! Com vocês a versão de Júlia Medina de "Coisa de passarinho"
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Coisa escrita a lápis
Numa página quase qualquer
De um livro especial
Não terminado, inacabado
Cheio de coisa ainda pra dizer
Digo agora que o poema feito
Não quero ter decorado
Por medo de perder a poesia
na repetição ou no enfeite
Quero poetizar cada leitura
Do poema que é o mesmo
Mas que se perde na beleza
Do momento ou dos olhos
De um livro especial
Não terminado, inacabado
Cheio de coisa ainda pra dizer
Digo agora que o poema feito
Não quero ter decorado
Por medo de perder a poesia
na repetição ou no enfeite
Quero poetizar cada leitura
Do poema que é o mesmo
Mas que se perde na beleza
Do momento ou dos olhos
segunda-feira, 14 de julho de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
Travesseiro
Tem gente por ai
Comprando tv,
carro, computador,
impressora colorida
pra ter desenho desanimado
Eu quero uma máquina de sonhos,
uma escova e uma pasta Pra fazer sorrisos brancos
uma escova e uma pasta Pra fazer sorrisos brancos
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