Tem gente por ai
Comprando tv,
carro, computador,
impressora colorida
pra ter desenho desanimado
Eu quero uma máquina de sonhos,
uma escova e uma pasta
Pra fazer sorrisos brancos
sábado, 3 de maio de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Chôro engolido
A lágrima se prende desesperadamente
aos cílios compridos,
pra evitar correr o rosto.
Com medo do olhar repreensivo
dos olhos que ela mesma cega
e de salgar a boca
que fala das doçuras.
Das mesmas doçuras
que a falta faz
a lágrima querer escorrer.
aos cílios compridos,
pra evitar correr o rosto.
Com medo do olhar repreensivo
dos olhos que ela mesma cega
e de salgar a boca
que fala das doçuras.
Das mesmas doçuras
que a falta faz
a lágrima querer escorrer.
domingo, 16 de março de 2014
Inocência ganhada!
(Para Paola Vitali)
Onde está a lua Maria?
Ela olhou até achar a lua
Que já cheia
Não aceitaria o pedaço de carne
Já oferecida para o papai
para a mamãe
e para as irmanzinhas
Mas a lua estava cheia
e não aceitou o pedaço
ficou só com o carinho
Daqui uns dias a lua
vai te sorrir, Maria
Um sorriso crescente
Dizendo obrigado!
Onde está a lua Maria?
Ela olhou até achar a lua
Que já cheia
Não aceitaria o pedaço de carne
Já oferecida para o papai
para a mamãe
e para as irmanzinhas
Mas a lua estava cheia
e não aceitou o pedaço
ficou só com o carinho
Daqui uns dias a lua
vai te sorrir, Maria
Um sorriso crescente
Dizendo obrigado!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Em PAR não SERIA. É!
Essa semana descobri que uma querida colega tem o dom de transformar traços em poesia. Ou seja, sabe desenhar muito bem! Então, me veio a ideia, que na verdade nem é tão original assim, de propor que ela ilustrasse alguns de meus poemas. Eis então o primeiro resultado dessa nova experiência. Com vocês a versão de Platônico do lápis e borracha de Julia Ferraz!
PS. Esse poema também foi musicado a algum tempo pelo meu grande amigo Marcos Regis. Ele ficou de procurar a gravaçãozinha tosca que fizemos. Caso seja encontrada posto por aqui pra que todas as formas essa poesia seja desvelada!
domingo, 9 de fevereiro de 2014
poeminha bobo, de rima pobre, feito sem querer
Esse pedaço de mim que é você
Eu espero não perder
E sei que pode demorar um pouco ainda
pra podermos voltar a ter um contato maior
mas nunca vou esquecer
o que aprendi com você
Eu espero não perder
E sei que pode demorar um pouco ainda
pra podermos voltar a ter um contato maior
mas nunca vou esquecer
o que aprendi com você
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Assaltos
Você roubou meu poema
Mas ainda tenho a poesia
de minha imagem em teus olhos
"me ver em teus olhos
te ver aos meus olhos é como abraçar o instante que passa correndo por nós"
Estrofe roubada de um poema
Que deveria ser meu
mas você roubou.
Deixou o momento (ao menos)
Esse mesmo que passou correndo
Momento roubado de nós.
Roubado por nós,
e vistos nos olhos,
nos nossos olhos,
a poesia ainda é minha.
É nossa poesia no teu poema
que agora é meu.
Você me deu:
O poema, o sorriso, e o espelho
dos olhos.
Mas ainda tenho a poesia
de minha imagem em teus olhos
"me ver em teus olhos
te ver aos meus olhos é como abraçar o instante que passa correndo por nós"
Estrofe roubada de um poema
Que deveria ser meu
mas você roubou.
Deixou o momento (ao menos)
Esse mesmo que passou correndo
Momento roubado de nós.
Roubado por nós,
e vistos nos olhos,
nos nossos olhos,
a poesia ainda é minha.
É nossa poesia no teu poema
que agora é meu.
Você me deu:
O poema, o sorriso, e o espelho
dos olhos.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
(Postagem sem título)
No vazio do branco
Se abre toda possibilidade
de preenchimento
ou do nada
Nada é tão cheio
de possibilidades
que o branco vazio
Nado no branco
E rabisco de preto
a folha, o nada
a vida, o tudo.
Se abre toda possibilidade
de preenchimento
ou do nada
Nada é tão cheio
de possibilidades
que o branco vazio
Nado no branco
E rabisco de preto
a folha, o nada
a vida, o tudo.
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